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quarta-feira, maio 18

#CriaçãoMinha: Spaghetti à Casa Verde

Sabe quando se chega de um aniversário de madrugada, morrendo de fome, e não tem muito o que comer na geladeira? A solução de sempre é o clássico Miojo - e eu acredito que continuará sendo mesmo depois de ler essa postagem. Eu gostaria de apresentar pra vocês, entretanto, uma alternativa ao tradicional macarrão de pacotinho pronto em três minutos e super saboroso. #not.

No sábado, fui comemorar a avançada idade de 22 anos de uma amiga, e não tinha muita coisa pronta. Os potinhos, sempre presentes na minha geladeira, não estavam lá, e não havia jeito de enganar o estômago só utilizando o microondas. Por sorte, eu tinha passado a manhã na Feira de Orgânicos da José Bonifácio, onde comprei com R$ 30 o suficiente pra duas semanas de frutas, verduras, legumes e temperos aqui em casa - muito barato, considerando que são 5 pessoas.

Enfim, com a bandeja de vegetais da geladeira cheia, resolvi fazer algo aproveitando-os, e o nome foi em homenagem ao local da festa, a Casa Verde da Tomaz Flores, também conhecida como CESC... Além disso, peguei sobras de outros ingredientes que tinha por ali, como kani kama e bacon. O resultado foi um prato prático de fazer. Surpreendentemente, ainda ficou bonito, cheio de cor, e com uma apresentação que permite que seja utilizado até como prato principal em um jantar pra impressionar! 

A receita, com fotos, aí embaixo:

3 litros d'água para cozinhar o spaghetti
300g de spaghetti
2 colheres de manteiga
5 vagens
1/2 cenoura
2 pimentas cambuci
4 bastões de kani kama
1 lâmina de bacon
3 ramos de salsa



Preparo:

  • Lave as vagens, corte as pontas e descartar. Descasque a metade da cenoura. Abra as pimentas e retire as sementes.
  • Corte as vagens em anéis de aproximadamente 0,5 cm. A cenoura deve ser cortada em cubos, o mais uniformemente possível. Corte o bacon também em cubos, mas não precisam ser uniformes. Reservar.
  • Em uma frigideira, derreta a manteiga e doure o bacon. Acrescente a vagem e a cenoura. Cozinhe em fogo baixo.
  • Em uma panela grande, coloque a água para aquecer e adicione uma colher de sobremesa de sal, e um fio de azeite de oliva. Quando a água ferver, adicione o spaghetti e cozinhe pelo tempo indicado na embalagem. (Enquanto isso, comece o preparo do próximo passo) Desligue, escorra e coloque um fio de azeite de oliva ou de óleo de semente de uva sobre a massa.
  • Corte o kani kama em cubos e adicione à frigideira.
  • A salsa deve ser cortada com a placa de corte, faca e mãos bem secas, porque deve ficar granulada e bem miúda. Para isso, a faca deve ser bem afiada. Após cortar a salsa do menor tamanho possível, deve-se colocá-la sobre uma folha de papel toalha e secar o máximo que conseguir, sem esmagar. Ela será usada sobre o prato já servido.
  • A pimenta, aberta e sem sementes, deve ser cortada em cubinhos pequenos. Separe metade para a decoração do prato, e a outra metade adicione na frigideira com a vagem, a cenoura e o bacon. Desligue o fogo.
  • Sirva uma porção de spaghetti no prato e três colheres de sopa do "molho" preparado na frigideira. Com dois garfos, agregue os dois, e salpique salsa e pimenta por cima, para decorar.



Spaghetti à Casa Verde



domingo, maio 8

Café da manhã do dia das mães!

Chegou mais um Dia das Mães. Apesar da data ser no começo do mês, nem assim eu me afundo no cartão de crédito pra comprar presentes, porque acredito que o melhor presente é algo que se faça bem feito, para agradar quem se ama! #ahan

Fui-me, obviamente, para a cozinha. Pensei em preparar um café da manhã diferenciado, fugindo do tradicional trio pão-manteiga-café-com-leite. Assim, decidi executar duas receitas que gosto bastante, sempre dando meu toque. O resultado foi um prato com duo de ovos - ovos mexidos à francesa e ovos à Diable seguindo o preparo executado no Blue Smoke (NY), ambos com minhas interferências. Para acompanhar, torradas, simples, porém de bonita apresentação e super saborosas.




Pensando na importância de incluir frutas para uma alimentação balanceada, tive de bolar um jeito que meus irmãos, que não curtem nada muito orgânico, também comessem. A saída foi confitar bananas e kiwis firmes, e serví-los com espuma de leite. Essa apresentação não ficou bem com a 'cara' que eu queria, mas ficou super bom e eles comeram frutas, o que raramente fazem, então foi válida! As receitas (todas para 6 pessoas) estão logo abaixo, e qualquer dúvida é só usar os comentários. Além disso, a homenageada do dia deve comentar já já aí embaixo, dizendo o que achou do café da manhã. Tudo bem que ela é suspeita, mas já é algo, né?

Duo de ovos

Ovos Mexidos à Francesa
5 ovos em temperatura ambiente
15g de manteiga gelada em cubos
15g de manteiga para untar a panela
2 colheres (sopa) de creme de leite
Panela dupla, para banho-maria
Uma pitada de alecrim em pó
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Canutilhos de ciboulette para decorar

Preparo:
1. bater bastante os ovos, para quebrar as fibras
2. adicionar os cubos de manteiga gelada (deixa mais cremoso)
3. temperar com sal, pimenta-do-reino e alecrim em pó

4. na panela de baixo, aquecer água, mas sem deixar ferver
5. derreter a manteiga na panela superior, e adicionar os ovos
6. mexer sem parar por 10 a 15 minutos
7. retirar do fogo e acrescentar o creme de leite
8. servir conforme a foto, decorando com ciboulette

Ovo à Diable
3 ovos cozidos 
5 colheres (sopa) de maionese
1 colher (sopa) de alcaparras
2 colheres (chá) de curry
1 colher (chá) de champagne
Folhas de salsa para decorar


Preparo:
1. descascar e cortar os ovos ao meio
2. reservar as gemas
3. bater gemas e demais ingredientes no processador
4. com esse creme, rechear os ovos utilizando um saco de confeitar (bico pitanga)
5. decorar com a salsa


Frutas

Banana e Kiwi confit
6 bananas cortadas pela metade ao comprido
6 kiwis, cortados em 3 lâminas cada
200g de açúcar
50ml de água
1 fava de baunilha
1 canela em pau

Preparo:
1. Colocar a água, o açúcar e as especiarias para ferver
2. Baixar o fogo e colocar as frutas, cozinhando por 5 minutos
3. Apagar o fogo e deixar esfriar


Espuma de leite
300ml de leite, em ponto de fervura
50g de açúcar de confeitar

Preparo: 
1. Em um bowl, bater o leite com um mixer até que se forme uma densa espuma na camada superior
2. Coar e reservar a espuma obtida
3. Repetir o processo quantas vezes for necessário.

quarta-feira, novembro 17

O anseio da volta pra querência

Lembrando das aulas de marketing, uma das necessidades do ser humano é a pertença, sentir-se de algum lugar, de um grupo, uma comunidade ou local. Esse é, talvez, o mais simbólico dos desejos, porque não é material, não se iguala nem às necessidades básicas de alimentação, nem aos supérfluos luxos. É uma necessidade que tem significado único para cada pessoa, pois cada um sabe de que grupo quer fazer parte, a que local prefere pertencer. 
Vitor Ramil na sua tradução desse anseio
A cidade em que nascemos é por excelência o nosso lugar de pertença. Tudo que sai dali, mesmo que de qualidade duvidosa, adota pra nós um significado superior. É como se a origem por si só fosse um atestado de que erros não podem ser atribuídos àquilo. Faz sentido, já que saímos de lá, é também a nossa origem, e ninguém quer a atribuição de erros, defeitos. É como me sinto em relação ao Alegrete, terra mágica que cada vez que eu revejo, parece estar ainda mais bonita, mais perfeita. É estranho, mas até os imperfeitos bancos de areia nas margens do rio parecem estar lá não por obra do acaso, mas encaixados sabe-se lá por quem só para que as crianças possam jogar futebol nas tardes de horário de verão, em que o sol se põe às 21h30, indo dormir nas águas do Rio Ibiraputã. Sim, alegretenses crêem nisso.

Outra dimensão desse desejo de fazer parte de um lugar vem pela via contrária. Surge como reflexo, quando vemos que tudo o que precisamos, tudo que nos agrada, nos faz sorrir sem esforço, está em um lugar. Nesses lugares, os parques são como gostamos, o som das ruas parece ser sempre música, as pessoas - mesmo as feias - tem traços que nos fazem sorrir. Às vezes o nível de pertença para com esse lugar é tão algo, que até a violência, comum a todas as regiões povoadas atualmente, parece mais previsível e remediável. A literatura nos faz lembrar daquilo que até o mais dos altruístas quer ver como objeto de um livro: nós mesmos. O acolhimento de Buenos Aires é o que me faz sentir assim. Todos os meus mais internos desejos podem ser expressos na seguinte frase: 
da esquina da Calle Bolívar com Cochabamba, caminhando até a Plaza de Mayo; uma passadinha em algum café do começo da Defensa, seguido de passeio pela reserva ecológica onde a metrópole encontra o verde e o Rio de la Plata. Pronto, se algo me acontecer agora, pouco importa, estou completo.
A querência é, mais do que o lugar onde fomos paridos, o lugar onde nos sentimos no ventre...

sábado, novembro 13

Madrugando

Acordar às 5 da manhã, e às vezes nem dormir, pela insônia, tem virado hábito. O mais estranho é que não reclamo: tenho produzido mais, escrevido, minhas idéias fluem, e pessoas interessantes ficam acordadas comigo. O que me chama a atenção é que o ser humano parece ter um inibidor de vontades que funciona até o som se pôr. Depois disso, tudo é mais facilmente realizado, as palavras saem soltas da boca, os desejos ficam manifestos na testa.

Outra coisa interessante é que determinados fatos só acontecem na madrugada. Já parou pra ouvir as histórias dos taxistas que trabalham entre meia-noite e 6 da matina? Esses dias, ouvi a história de um que juntou um grupo de colegas para "abarrancar" uma das vacas da Cow Parade. Pra quem não é do interior, eu explico: "abarrancar" é um hábito comum onde relações sexuais são raras ou caras, e onde as sociedades são machistas demais para aceitar homossexualidade. Aqui nos pampas, os ginetes jamais se imaginariam encenando Brokeback Mountain. Aí, o que aparece pela frente vai pro barranco: vacas, éguas, e outros bichinhos que a altura dispensa o barranco, como galinhas, cabras, enfim, deu pra entender, né?

Então, esse taxista juntou um grupo de colegas e foi tirar fotos abarrancando a cow que está no Parque Moinhos de Vento - uma das sete do lugar. Chegando lá, diz ele que até o guarda civil riu deles, e nada fez para impedir o estupro zoofílico. Viu como na madrugada até os repressores são mais sociáveis? Quando artistas tentam se manifestar na Esquina Democrática, a polícia prende. Quando uma escritora e artista cênica tenta mostrar seu trabalho na Feira do Livro - maior evento de comércio a céu aberto da América - lá está a Brigada Militar agindo lindamente de novo. Espalhar obras de arte - ok, algumas bonitinhas - com objetivo unicamente comercial, patrocinadas por empresa privada, e quase todas voltadas a interesses privados, aí ninguém faz nada, até porque o jornal-monopólio do Rio Grande também tem sua vaquinha.

Enfim, curtam as madrugadas, virem noites sem estar ouvindo música em altíssimo volume, leia escutando apenas o gari que varre a tua rua passar a vassoura na calçada às 4 da manhã. O máximo que vai te interromper são alguns bêbados saindo do Beco, pra quem mora perto dele como eu.

sexta-feira, abril 23

Cerveja ou vinho, cigarros e boa companhia, quem quer algo além disso não pode ser bom da cabeça.

domingo, abril 11

segunda-feira, abril 5

hábitos

Acordou cedo - era dia de semana. Não que isso seja uma rotina, definitivamente não era. Se o fosse, inclusive, ele daria um jeito de acordar tarde ao menos hoje - odeia rotinas. Sem cumprimentar ninguém, sentou-se à mesa, tomou café (o que também não é habitual) e ouviu às notícias requentadas que eram dadas na televisão da sala de estar. Meio sem jeito, convidou - a gente pode se ver? - bendita é a comunicação mediada pelo telefone, por ser timido jamais a convidaria para ter face-a-face. Ele não tinha o que falar, definitivamente, mas falta de assunto era o que menos importava agora... Ela disse 'sim' - e isso sim poderia ser um novo hábito para ela.

lixo

Organização de quarto é uma função... Sempre tiro 3 ou 4 sacos de lixo do quarto, e crio uma nova pastinha de boas lembranças. O volume é grotescamente contrastante, mas a importância... O segredo é aprender a dar importância apenas ao que merece, ignorar o que nos desagrada.

sexta-feira, abril 2

a.invenção.do.amor

Amor é o pior e o melhor sentimento já inventado. Sim, inventado... Até criarem a tal palavra - e sabe-se lá em que idioma esse 'sentido' existiu -, as pessoas sentiam calafrios, arrepios, dor de cabeça, palpitações, nervosismo, estresse, tinham queda de cabelo, e falta de apetite. Depois da invenção do tal amor, tudo ficou assim: nossa, acho que tô amando. Essa sem dúvida foi a invenção do século, pois entre outras coisas livrou muito médico de cuidar de hipocondríacos, reduzindo a explicação de tudo a uma simples palavra e 195 batimentos por minuto: amor.
Há uma profunda crueldade nesse tal amor. Nós deixamos de fazer coisas que seriam boas por ele, e fazemos aquilo que jamais quereríamos, só para agradar o culpado pela doença. O tal sentimento é tão cruel que nos faz temer a própria felicidade, se não for com a pessoa amada.

Isso me fez lembrar de uma frase de um desses blogs sobre Religião, que meu ateísmo militante me faz acompanhar: Quereríamos que Deus fizesse tudo em nós, e nos desse a vitória sem que isso nos custasse nenhum esforço; erro pernicioso, pretensão injusta, causa comum do desânimo.

Ora, a pessoa amada passa a ser, então, como um deus. É isso que os amantes esperam do outro: Quereríamos que o(a) amado(a) fizesse tudo em nós, e nos desse a vitória sem que isso nos custasse nenhum esforço; erro pernicioso, pretensão injusta, causa comum do desânimo.

É por isso que eu decidi sentir calafrios, palpitações, sofrer com a queda de cabelo. Meu médico que não vai gostar...

sexta-feira, agosto 22

Mate amargo

É impressionante como depois de algumas gurias, tu acaba achando sempre um defeito em cada uma... Há uns bons meses que este que vos escreve não tem nada muito sério com ninguém, e não é por opção.
É analisando os últimos affairs que nota-se que, que te aqueça por completo e envolva do jeito que tu quer, só uma guria muito perfeita, difícil de achar, ou um mate bem preparado, de erva pura folha.